Alberto Henschel (Berlim, 13 de Junho de 18271 — Rio de Janeiro(A), 30 de Junho de 18822 ) foi um fotógrafo teuto-brasileiro, considerado o mais diligente empresário da fotografia no Brasil do século XIX3 , com escritórios em Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo4 , Henschel foi também responsável pela vinda de outros fotógrafos profissionais ao país, como o seu compatriota Karl Ernest Papf — com quem trabalharia mais tarde — e seu filho, Jorge Henrique Papf3 , que sucederia ao pai no ramo da fotografia.5
Henschel ficou conhecido por produzir belas imagens do Rio de Janeiro como fotógrafo paisagista1 6 e por ser um excelente retratista7 , o que lhe rendeu o título de Photographo da Casa Imperial1 , habilitando-o a retratar o cotidiano da monarquia brasileira durante o Segundo Reinado, inclusive fotografando o imperador Dom Pedro II8 e sua família.9 Esse título valorizaria muito suas fotos, inclusive no preço.10
Mas, certamente, sua principal contribuição à história da fotografia no Brasil foi o registro fotográfico de todos os extratos sociais do Brasil oitocentista: retratos, geralmente no padrão carte-de-visite, foram tirados da nobreza, dos ricos comerciantes, da classe média e dos negros, tanto livres como escravos2 , em um período ainda anterior à lei Áurea.
Logo quando os primeiros mapas-múndi que mostravam o Brasil foram impressos, na época renascentista de Albrecht Dürer, o país-continente recém-descoberto despertou o interesse da Alemanha.3 Um dos principais fatores de atração que o Brasil exercia para com os alemães é decorrente das empolgantes narrativas e ilustrações11 a respeito dos índios, das paisagens exóticas, das riquezas de animais selvagens e novas espécies de plantas3 , relatadas primeiramente nas obras fantásticas de Hans Staden, seguido por aventureiros e cientistas como Johann Baptist Emanuel Pohl, autor de Viagem no Interior do Brasil. Empreendida nos Anos de 1817 a 1821 e Publicada por Ordem de Sua Majestade o Imperador da Áustria Francisco Primeiro12 , em que descreve sua viagem pelo país, com observações entusiásticas e elogiosas, acompanhadas de luxuriantes ilustrações.11 Sobre o Rio de Janeiro, Pohl escreveria:
“ Se algum ponto do Novo Mundo merece, pela sua situação e condições naturais, tornar-se um dia teatro de grandes acontecimentos, um foco de civilização e cultura, um empório do comércio mundial, é, a meu ver, o Rio de Janeiro. Não posso, aqui, reprimir esta observação. De bom grado paira a fantasia sobre o futuro de tão encantador país, que tem um presente pouco desenvolvido e, por assim dizer, não tem passado. ”
Certamente essas narrativas e ilustrações constituíram um dos principais fatores de atração para os fotógrafos alemães oitocentistas que se transfeririam para o Brasil, como Revert Henrique Klumb, Augusto Stahl, Karl Ernest Papf e Alberto Henschel.11
Não há registro da vida pessoal e profissional de Alberto Henschel na Alemanha, nem das razões que o teriam levado a emigrar para o Brasil1 . Sabe-se apenas que era filho de Moritz e Helene Henschel.1 Moritz e seus irmãos August, Friedrich e Wilhelm, de origem judaica, chegaram em Berlim por volta de 1806, tendo se notabilizado como gravuristas e assinado suas obras como Irmãos Henschel.1
Supõe-se que Alberto Henschel conheceu o também fotógrafo Francisco Benque ainda na Alemanha, com quem teria uma bem-sucedida, porém efêmera, sociedade no Brasil.14
No Brasil
Década de 1861
Nu de jovem negra. Salvador, província da Bahia (1869).
Os fotógrafos Alberto Henschel (à direita) e Constantino Barza, em 1870.
Fotografia de Dom Pedro II. Rio de Janeiro (1875).
Negra vendedora de frutas. Rio de Janeiro (1870).

Retrato de Castro Alves (1870).
Xilogravura de um tatu, um dos muitos animais exóticos avistados por Hans Staden no Brasil (1557).
Henschel ficou conhecido por produzir belas imagens do Rio de Janeiro como fotógrafo paisagista1 6 e por ser um excelente retratista7 , o que lhe rendeu o título de Photographo da Casa Imperial1 , habilitando-o a retratar o cotidiano da monarquia brasileira durante o Segundo Reinado, inclusive fotografando o imperador Dom Pedro II8 e sua família.9 Esse título valorizaria muito suas fotos, inclusive no preço.10
Mas, certamente, sua principal contribuição à história da fotografia no Brasil foi o registro fotográfico de todos os extratos sociais do Brasil oitocentista: retratos, geralmente no padrão carte-de-visite, foram tirados da nobreza, dos ricos comerciantes, da classe média e dos negros, tanto livres como escravos2 , em um período ainda anterior à lei Áurea.
Logo quando os primeiros mapas-múndi que mostravam o Brasil foram impressos, na época renascentista de Albrecht Dürer, o país-continente recém-descoberto despertou o interesse da Alemanha.3 Um dos principais fatores de atração que o Brasil exercia para com os alemães é decorrente das empolgantes narrativas e ilustrações11 a respeito dos índios, das paisagens exóticas, das riquezas de animais selvagens e novas espécies de plantas3 , relatadas primeiramente nas obras fantásticas de Hans Staden, seguido por aventureiros e cientistas como Johann Baptist Emanuel Pohl, autor de Viagem no Interior do Brasil. Empreendida nos Anos de 1817 a 1821 e Publicada por Ordem de Sua Majestade o Imperador da Áustria Francisco Primeiro12 , em que descreve sua viagem pelo país, com observações entusiásticas e elogiosas, acompanhadas de luxuriantes ilustrações.11 Sobre o Rio de Janeiro, Pohl escreveria:
“ Se algum ponto do Novo Mundo merece, pela sua situação e condições naturais, tornar-se um dia teatro de grandes acontecimentos, um foco de civilização e cultura, um empório do comércio mundial, é, a meu ver, o Rio de Janeiro. Não posso, aqui, reprimir esta observação. De bom grado paira a fantasia sobre o futuro de tão encantador país, que tem um presente pouco desenvolvido e, por assim dizer, não tem passado. ”
Certamente essas narrativas e ilustrações constituíram um dos principais fatores de atração para os fotógrafos alemães oitocentistas que se transfeririam para o Brasil, como Revert Henrique Klumb, Augusto Stahl, Karl Ernest Papf e Alberto Henschel.11
Não há registro da vida pessoal e profissional de Alberto Henschel na Alemanha, nem das razões que o teriam levado a emigrar para o Brasil1 . Sabe-se apenas que era filho de Moritz e Helene Henschel.1 Moritz e seus irmãos August, Friedrich e Wilhelm, de origem judaica, chegaram em Berlim por volta de 1806, tendo se notabilizado como gravuristas e assinado suas obras como Irmãos Henschel.1
Supõe-se que Alberto Henschel conheceu o também fotógrafo Francisco Benque ainda na Alemanha, com quem teria uma bem-sucedida, porém efêmera, sociedade no Brasil.14
No Brasil
Década de 1861
Nu de jovem negra. Salvador, província da Bahia (1869).
Os fotógrafos Alberto Henschel (à direita) e Constantino Barza, em 1870.
Fotografia de Dom Pedro II. Rio de Janeiro (1875).
Negra vendedora de frutas. Rio de Janeiro (1870).

Retrato de Castro Alves (1870).
Xilogravura de um tatu, um dos muitos animais exóticos avistados por Hans Staden no Brasil (1557).









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